Dia 9: Arrrrr!

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Hoje, 19 de setembro, é o Talk Like a Pirate Day. Eu achei particularmente muito conveniente, porque dá pra fazer um gancho (sem trocadilhos) necessário: o Movimento Pirata.

Sempre achei que as tentativas de frustrar a liberdade da internet, fossem elas governamentais ou corporativas, fossem fogo-de-palha. Porque a gente recebe essas informações o tempo todo de que vivemos num mundo livre e democrático, onde tudo é feito em prol do povo. Bullshit!

Depois que o Sunde e os outros caras do Pirate Bay foram presos, todas as minhas esperanças tolas foram por água abaixo. Afinal, se até a Suécia, o país onde o Pirate Bay estava protegido pela lei, cedeu às pressões das multinacionais, o resto da humanidade está, então, fodido. Junto com isso, o Projeto Azeredo anda a todo vapor. Por mais que o Lula diga que não vai apoiar, o projeto ainda está lá rodando e rendendo frutos.

Foi por essas e outras que eu acompanhei com prazer o boom no número de afiliados do Piratpartiet e, consequemente, aos outros Partidos Piratas do globo, especialmente os europeus. O Brasil possui sua própria versão, embora não seja um partido registrado. Mas eu boto fé de que o partido pode crescer por aqui e dar uma sacudida nessa pouca vergonha que estão aprotando com a gente.

O senador Azeredo quer vigiar o que nós fazemos na internet para ‘combater a pedofilia’. E para isso ele quer proibir o P2P e limitar o Wi-Fi. Inocente, não? Qual vai ser a próxima sugestão? Censurar o que a gente publica? Viva a República Federativa… da China?

Eu considero a nossa geração extremamente carente de ativismo. Nós temos preguiça de política. Mas me parece que a ‘revolução’ que a internet trouxe ninguém vai aceitar perder assim tão facilmente. De um jeito ou de outro vai haver uma reação. Seja dentro do Senado, seja através dos proxies ou de qualquer outra coisa que inventarem no meio do caminho. O importante é que haja contra-ataque. Mas se for pela lei, melhor ainda. Por isso o Partido Pirata é importante e precisa ser divulgado. Não digo registrado, porque num país onde metade da população passa fome e nem tem acesso a um computador isso seria uma ironia cruel. Mas até pra isso eu tenho esperanças.

E então? ‘Bora colocar tapa-olhos? De piratas, não de censura.

Aaaaar! Repassem o abaixo-assinado contra o Projeto Azeredo e tenham um feliz (resto de) Talk Like a Pirate Day!

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Em tempo: eu tenho uma pirata favorita, a Amelia Andersdotter, que conseguiu uma cadeira no parlamento sueco com 7,1% dos votos, mas que ainda depende da ratificação do Tratado de Lisboa para poder assumir.

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