Dia 105: Livros da adolescência – Parte I

A Saga Otori

A Saga Otori é uma trilogia escrita por Lian Hearn, pseudônimo de Gillian Rubinstein. Se passa em um país fictício, embora tenha inspiração claramente japonesa.

Eu li durante o ensino médio e era minha paixão. O primeiro e o segundo são excelentes. O terceiro foi um pouco decepcionante pra mim, mas eu gostei do mesmo jeito. Li, reli e vou carregar comigo pra BH pra ler mais uma vez futuramente.

“Quando chegamos em casa, a notícia da minha adoção já tinha sido levada à nossa frente, e tudo estava preparado para a comemoração. Tanto o Senhor Shigeru quanto eu tínhamos motivos para não estar muito entusiasmados. Entretanto, ele parecia ter deixado de ladosua apreensão acerca do casamento e estava francamente exultante, como todos na casa. Dei-me conta de que realmente me tornara um deles ao longo dos meses que passara ali. Ganhei abraços, carinhos, excesso de atenções; e recebi porções insistentes de arroz vermelho e do chá especial da boa sorte, de Chiyo, feito com ameixa salgada e algas. Meu rosto começou a doer de tanto sorrir, e as lágrimas que eu não derramara pela dor agora enchiam os olhos pela alegria.

HEARN, Lian. A saga Otori: o piso-rouxinol. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 320 p.

“Kaede deixou que Shizuka a levasse aos aposentos das mulheres, para lavá-la e trocar seus trajes. Sua mente estava abalada com o choque, porém ela se apegava à consciência que tinha de seu poder. O pai morrera e ela estava viva. Ele desejara morrer. Não era difícil fingir que ele de fato dera cabo da própria vida e que morrera honrosamente, desejo que, aliás, ele havia expressado muitas vezes. ‘Na verdade’, ela pensou amargamente, ‘estaria respeitando a vontade e protegendo o nome dele’. No entanto, não iria obedecer às últimas ordens do pai. Não se mataria nem permitiria quesuas irmãs se matassem.”

HEARN, Lian. A saga Otori: a relva por travesseiro. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 309 p.

“Eu não tinha ilusões quanto à paz com os Otori. Não podia negociar com os tios de Shigeru e eles nunca abdicariam em meu favor. O clã já se dividira tanto que, para todos os efeitos, estava em guerra civil. Se eu atacasse seu exército principal, mesmo que saíssemos vitoriosos, eles simplesmente se retirariam para Hagi, onde facilmente resistiriam a nós até que o inverno por si só nos derrotasse. Apesar da recuperação do domínio de Maruyama, não tínhamos recursos para um longo cerco a uma distância tão grande de nossa base.”

HEARN, Lian. A saga Otori: o brilho da lua. São Paulo: Martins Fontes, 2004. 356 p.

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