Dia 106: Livros da adolescência – Parte II

Anjos e Demônios

Esse eu li já durante a faculdade. Quando ‘O Código Da Vinci’ saiu, eu não dei muita bola. Tenho uma certa preguiça de bestsellers, e desse em especial, por causa da polêmica boba que surgiu em torno. Mas acabei ganhando o tal livro da minha vó, li e, surpreendentemente, achei interessante – como ficção. Em seguida, comprei o Anjos e Demônios.

É muito bom, interessante e fácil de ler. Prefiro ele a ‘O Código…’. Mas é aquela coisa; todos os livros de Dan Brown são iguais, só mudam a temática. Não existe muita criatividade no enredo; tudo começa e termina do mesmo jeito. Se você leu um, leu todos.

Existem outros ponto baixo. Como escritor de suspense, Brown se sai bem. O livro é cheio de ação; não fica parado. Mas o romance barato estilo Harlequin é de virar os olhos.

“Felizmente, as chamadas até então haviam sido poucas. O que talvez não fosse tão bom assim. O interesse mundial pelos negócios do Vaticano diminuíra nos últimos anos. O número de ligações da imprensa fora menor e até os malucos não ligavam mais com tanta freqüência [sic]. A secretaria de imprensa esperava que houvesse um alvoroço mais festivo em torno do acontecimento da noite. Entretanto, lamentavelmente, embora a Praça de São Pedro estivesse cheia de carros de reportagem, aparentemente a maioria dos furgões pertenciam à imprensa italiana ou européia [sic]. Só um pequeno número de redes internacionais estava presente… e sem dúvida havia enviado apenas seus giornalisti secundari.”

BROWN, Dan. Anjos e demônios. Rio de Janeiro: Sextante, 2004. 461 p.

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Os Três Mosqueteiros

O clássico dos clássicos! Esse todo mundo já deve ter lido. Perdi as contas de quantas vezes li. É inteligente e engraçado. É uma pena que até hoje não tenham conseguido produzir uma versão cinematográfica decente.

“No caminho, d’Artagnan contou ao duque tudo o que sabia. Quando Buckingham acrescentou as informações do rapaz às próprias recordações, conseguiu fazer uma idéia [sic] exata da gravidade da situação, à qual a carta da rainha, breve mas explícita, aludia. Mas o que mais o intrigava era que o cardeal, empenhado em evitar que o rapaz chegasse à Inglaterra, tivesse falhado no intento. Expressou seu espanto; d’Artagnan então lhe contou sobre as precauções tomadas, e como, graças à dedicação dos três amigos, que ficaram ensangüentados [sic] pela estrada, escapara, recebendo apenas o golpe que atravessara a carta da rainha e que ele retribuíra ao sr. de Wardes. Ouvindo a narrativa, feita com a maior simplicidade, o duque observava d’Artagnan com admiração, como se não pudesse conceber que tanta prudência, coragem e dedicação se mesclassem num rapaz que, por aquilo que o rosto mostrava, ainda não chegara aos vinte anos.”

DUMAS, Alexandre. Os três mosqueteiros. São Paulo: Nova Cultural, 2003. 510 p.

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