Dia 142: UniTaleban 2.0

Eu acho que assisti uns três BBBs antes desse. Os primeiros. Depois, foi ficando igual, fui achando meio forçado e deixei pra lá. Aí veio o Twitter, deu um novo significado pra coisa toda, e eu voltei a assistir, já na décima edição.

Digo isso só pra esclarecer que eu não sou nenhuma expert em BBB. E, mesmo assim, eu consigo lembrar de algumas boas vezes em que rolou ‘edredon’ na casa. Já deixou de ser novidade há tempos e continua gerando rebuliço.

Eu me assustei, SIM, quando vi o pessoal comentando a noite da Tessália e do Michel no Twitter assim que cheguei. Esse tipo de coisa nunca vai passar em branco pra mim. E não é por qualquer moralismo, ainda que tenha uma certa caretice de minha parte. O fato é que eu, Thais, não me imaginaria fazendo qualquer coisa desse tipo na frente de não sei quantas câmeras, pro Brasil inteiro ver, enquando meus pais e o resto da minha família estariam aqui fora aguentando assédio e comentários desagradáveis.

Como espectadora, eu faço cara de bafão e acho engraçado, comento, rio e vejo os vídeos. Porque é só mais uma história dentro da casa, e pra gente é sempre interessante.

Agora, a boca é dela, ela faz o que bem entender. E é o que uns 95% dos BBBzeiros do Twitter aparentemente não entendem. Fez boquete, é puta. Tem filha, fez boquete, é puta². Tem filha, fez boquete na TV, puta³.

Ninguém fala do Michel. Ninguém lembra que ele recebeu um oral lá dentro sem terminar com a namorada aqui fora. Não. Puta é a Tessália.

Na boa, quer saber? Gente assim não é nada melhor do que os UniTalebans. Me poupem do estilo de vida Idade Média de vocês.

Dia 141: Ievan Polkka

Todo mundo já deve ter ouvido essa musiquinha por aí, em algum flash inútil. É a Ievan Polkka, uma música tradicional finlandesa. É um vício. Você ouve e não consegue tirar da cabeça nunca mais.

Ela fala de uma menina que fugiu de casa à noite pra ir a um baile, onde conheceu um rapaz. Enfim, é bem bacana e é fácil encontrar a letra por aí.

Aí eu mostrei pra minha vó e pronto! Toda hora ela quer ouvir E QUER QUE EU CANTE, COMOFAS//

E agora ela não pode ouvir uma música japonesa que já acha que é finlandês. Não pergunte.

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Nota: Eu vejo direto o pessoal escrevendo ‘Leva’s Polka’. Não é Leva, é Ievan. Acho que todo mundo confunde o i com l. Mas o caso é que ‘Ievan’ é o nome dela, um equivalente de ‘Eva’. Ievan Polkka = Polca de Eva.

Dia 139: The Godfather

Deixem-me começar este post justificando minha ausência por dois dias seguidos: lembrem-se de que eu estou em Minas Gerais, a terra da Cemig! A melhor energia do Brasil, pra quem gosta de acreditar em slogan.

O lado bom da história é que eu tive tempo suficiente pra terminar de ler ‘The Godfather’, o tal do poderoso chefão. Nunca um livro me deixou tão fula. E por isso eu dou créditos ao Puzo. E quase que só por isso.

Comecemos pelo lado bom: a linha central da história, os mafiosos, as guerras, o poder envolvido; tudo isso é instigante e interessante. Você fica, de fato, preso com a história. Bom, acho que não preciso dizer isso, né? Imagino que todos os dois leitores desse blog já viram o filme. E esse é outro ponto positivo: o filme é fidelíssimo ao livro. Não me recordo de nada diferente, na verdade, a não ser as partes que foram removidas porque, obviamente, transformariam o filme em uma série para a TV. Não são muitas partes, nem relevantes.

Agora vamos descer a lenha. Porque, bem, eu não consigo ignorar certas coisas.

Primeiro exemplo. Machismo, baby. E não é o machisminho que a gente tá acostumada, não. É dos bonitos. O Puzo tem prazer visível em fazer seus personagens espancarem ou humilharem mulheres (não li outros livros dele; estou me restringindo a esse). Não é só ‘pelo bem da arte’. Todas as mulheres da história são idiotas notáveis. Não têm sequer um momento de elogio – a não ser pela beleza, talvez. Não acreditam? Ok.

“Ten minutes later his secretary told him that Connie Corleone was on the phone and wanted to speak to him. Hagen sighed. As a young girl Connie had been nice, as a married woman she was a nuisance. She made complaints about her husband. She kept going home to visit her mother for two or three days. And Carlo Rizzi was turning out to be a real loser. He had been fixed up with a nice little business and was running it into the ground. He was also drinking, whoring around, gambling and beating his wife up ocasionally. Connie hadn’t told her family about that but she had told Hagen. He wondered what new tale of woe she had for him now. (p. 68)

Connie Corleone, filha de Don Vito Corleone, se casa com um homem no começo da história, Carlo Rizzi. Carlo é um bastardo completo e vive batendo nela, inclusive durante a gravidez. Ela liga pra Hagen, o consigliere da família, para pedir ajuda e Hagen começa a imaginar qual vai ser a ‘historinha triste’ da vez.

Outras passagens fantásticas (SPOILER! Não leia se você não sabe e não quer saber): o momento em que Johnny Fontaine, o cantor, pensa em como todas as mulheres da vida dele o traíram, se esquecendo da ex-mulher-italianinha-perfeita que viveu pra ele mesmo depois da separação; os espancamentos de Connie; Fontaine batendo na segunda esposa; Kay, a esposa de Michael Corleone, sendo burra incontáveis vezes, especialmente quando aceita se casar com ele ou quando volta pra casa. Eu ia botar os trechos aqui, mas ia ficar gigante.

Sim, sim, eu sei que é um livro de 69 tratando das décadas de 40 e 50 sobre uma família italiana. Mas, sério, minhas antepassadas se reviram no túmulo enquanto eu escrevo esse post. Vai ver as sicilianas são mais mansas.

Os homens, ao contrário, sempre têm alguma característica fantástica, em que eles são melhores do que todos os outros. Isso quando não são semideuses, como é o caso de Michael, que chega ao ridículo de ser comparado a um imperador romano. Macho pacaraio.

Outra coisa péssima é o racismo contra negros. Toda vez que um negro aparece, é quase um animal. Vide a reunião entre as famílias convocada por Don Vito pra fazer as pazes e a narrativa da história de Albert Neri.

Por fim, uma coisa que não me agrada é o pornô barato. Sabe esses ‘Harlequin’ de banca? Então. É péssimo. Na primeira vez que li dentro do ônibus, agradeci a todos os deuses de todas as culturas possíveis por ele ser em inglês – e pedi pra que o senhor do meu lado não soubesse ler inglês, principalmente. Todas as descrições do pinto (desculpem a palavra) do Sonny são absolutamente dispensáveis. Assim como todas as cenas de sexo. E a operação vaginal da amante dele.

Eu sei que vou apanhar na rua por causa disso, mas não sei como todos os meus conhecidos que leram esse livro antes de mim nem chegaram a comentar essas coisas. Nada. Nem as meninas mais feministas do mundo. Ou eu tô pirando?

Quer uma dica? Fique com o filme. É praticamente a mesma coisa, de um jeito menos prejudicial. E você não é obrigado a saber o tamanho dos órgãos sexuais alheios. Puzo, você não é o García Márquez.

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PUZO, Mario. The Godfather. New York, NY: New American Library, 2005. 433 p.

Dia 136: For The Bible Tells Me So

Passei o dia um pouco amuada, em parte por causa do documentário que vi durante a madrugada, For The Bible Tells Me So. Eu queria ver há tempos, mas, pra variar, enrolei.

É lindo. Eu chorei muito. Tá, confesso que eu já começo a assistir essas coisas quase chorando. Mas tem hora que não dá pra resistir.

‘For the Bible…’ trata do tão atual confronto entre o cristianismo e a homossexualidade. Daniel Karslake, o diretor, utilizou os depoimentos de cinco famílias americanas extremamente religiosas que, em algum momento, viram um de seus maiores pesadelos virar realidade: ter um filho gay.

Entre os depoimentos, especialistas discutem as passagens bíblicas utilizadas pelos fundamentalistas. Alguns recortes de filmes e programas também são apresentados.

Tem duração de apenas 95 minutos e passa muito rápido. Foi nomeado para o Sundance em 2007 e venceu o GLAAD em 2008, entre outros.

O meu choro é não só por não entender a intolerância alheia, mas também por achar linda as reações de alguns pais. Em alguns momentos, os depoimentos surpreendem.

Embora eu não tenha nenhuma grande relação com o cristianismo – apesar da minha família ser católica -, religião é um assunto que me interessa e, por ser do meio LGBT, os confrontos com religiosos mais afoitos são inveitáveis. Pra quem sofre do mesmo mal, é obrigatório.

O próximo da minha lista é 8: The Mormon Proposition.

Dia 135: Ana Marcela FAIL

Se eu tivesse metade da sorte da Tessália, faria bungee jumping sem corda. Sério. Essa menina tá de caso com alguém da Globo, não é possível.

É óbvio que a Tessália votou na Marcela por vingancinha. Óbvio. Se fosse por inteligência, teria votado em alguém que realmente fosse sair. E, convenhamos, ela nem sabia quem era Marcela antes de receber o colar.

O nervosismo da Marcela de ter que escolher alguém pra receber os colares ali, na hora, não ajudou. Ela não teve como pensar. Ou teria colocado uma outra pessoa qualquer, já que o resto da casa se incumbiria de botar a Tessália no Paredão, e ela de quebra ainda se livraria da vingancinha da outra.

Joga na Mega Sena, Twittess. Você ganha, hein?

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Como tem gente por aí que ficou com raiva da Tessália por conta do Michel, vou esclarecer minha posição aqui.

O fato de ela ter ficado com o Michel não mudou em nada a minha visão dela. Eu não acho que ela cometeu nenhum pecado gravíssimo e odeio esse moralismo cretino que espera que ela, como mulher, seja casta. O vilão da história, nesse caso, é o Michel, que tinha namorada aqui fora. Puto é ele.

Minha implicância com a Tessália começou com as atitudes dela dentro da casa. Quando ela era só a Twittess, eu nem me importava. Meio mundo desceu a lenha nela por causa dos scripts, como se ninguém mais no mundo usasse. Ela foi só o boi de piranha da história.

Quando entrou no BBB, eu até fiquei com um pé atrás, porque ficou bem óbvio o convite da Globo. Mas no começo do programa eu comecei a achar que ia pagar a língua. Comecei a simpatizar com a moça e a torcer.

Mas, claro, ela logo mostrou a que veio com o Dimmy. Já não gostei. Depois da cena com a Lia, então…

Enfim, ela não muda nada na minha vida, mas que eu bem que quero ver ela comer um pasto, ah… vai falar que não?