Dia 114: Folia de Reis

Ontem a falta de postagem não foi por esquecimento; foi por preguiça, mesmo. Perdão.

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Meu irmão está namorando uma guria que é de família muito católica. A minha também família também é bem católica – como é comum por aqui -, mas, por alguma razão que eu desconheço, não observa vários costumes religiosos populares. Talvez por influência dos bisavós portugueses, que provavelmente tinham costumes diferentes e obviamente não estavam muito familiarizados com os brasileiros – o que é uma hipótese um tanto confusa, já que a tradição que eu vou citar – assim como quase toda tradição católica – foi trazida de Portugal, especialmente por agricultores do norte, terra da minha bisa.

Enfim, voltando, meu irmão namora uma guria muito católica. E hoje fomos convidados a participar de uma Folia de Reis na casa dela.

Muita gente talvez não saiba o que é a Folia, porque é um costume bem interiorano e típico do sudeste, Paraná e Goiás. A Folia é uma comemoração que começa em dezembro e segue por todo o mês de janeiro – as datas variam de região para região. Nessa época, as companhias, como chamam os grupos que fazem as apresentações, vão passando nas casas que os convidaram fazendo apresentações de canto e dança. O objetivo é celebrar os Reis Magos, e muita gente paga promessa aceitando as companhias ou fazem pedidos quando elas passam.

Os foliões carregam uma bandeira – que é costume beijar. A companhia é composta – acho tem tem bastantes diferenças de região para região, então vou falar pelas daqui -, geralmente, de três ‘palhaços’ e um grupo de pessoas tocando instrumentos e cantando canções típicas.

Essa foi a segunda vez que fui a uma Folia na vida. A primeira aconteceu quando eu era ainda muito pequena, então não lembrava de muitos detalhes.

A companhia que passou por lá já estava um pouco desfalcada. Eles fizeram visitas hoje na cidade toda, desde as sete horas da manhã, então já havia quatro membros fora. Eles carregaram cinco violas, dois tambores, um pandeiro e mais um instrumento que eu não sei o nome. Estavam presentes dois palhaços.

Cantaram um tanto, com as famílias presentes revezando para segurar a bandeira. De maneira geral, eu não fico muito à vontade em festas religiosas, especialmente em casas que não são da família, então, quando chegou nossa vez de ir lá, eu fiquei meio sem rumo. Fui para agradar os anfitriões, mas até minha mãe ficou preocupada em me ver ‘obrigada’ a ir.

Depois do primeiro round, houve um banquete – banquete MESMO; tinha comida pra três vezes mais gente ali – oferecido para os foliões e mais um round de despedida.

No final, todo mundo fez doações. Ah, e aquela história de minha família não observar esses costumes? Acho que já era… Minha mãe está começando a ter ideias.

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