Dia 200: Estatísticas

Duzentos dias de blog! Ok, a essa altura eu já descumpri totalmente a promessa de postar todos os dias, mas tá indo, né? Vamos para a segunda parte das estatísticas (a primeira é essa, do centésimo dia):

– Até o momento, são 6.584 visitas; média de 33 pessoas por dia.

– Os sites/blogs que mais direcionam pra cá são, nessa ordem: o Twitter; o Alpha Inventions – não me pergunte; o blog do Hugo; o blog da Turma do Colorê; e o Hit na Rede.

– A postagem mais acessada continua sendo a do Quetzal (dia 45). As outras mais acessadas são: BBB: Dourado: Caso de MP (dia 162); Paredão BBB nº 6 (dia 158); Sobre o Suicídio (dia 85); Coraline e A Maldição da Flor Dourada (dia 118).

– As buscas que mais mais apontam para o blog: resplendent quetzal, giovahnna ziegler, coraline, quetzal, inglorious basterds. Não anotei as buscas bizarras, mas prometo que vou fazer isso da próxima vez.

De novo, obrigada pela paciência e pelo apoio. O intuito desse blog, no começo, era outro, e não esperava conhecer as pessoas fodas que conheci através dele. Obrigada.

Dia 199: Livro: Medieval Women

Adorei esse livro. Muito. É bem detalhado e fala sobre as mulheres medievais em diversos aspectos da sociedade na época: sexo, casamento, maternidade, trabalho, religião, cultura, etc.

Trecho:

The dazzling splendours of the court of Henry II and Eleanor of Aquitaine during the next decades have overshadowed the achievements of earlier patrons such as Constance, but there ir continuinity here through the glamorous new styles introduced from Eleanor’s homelands of southern France. Eleanor is famed as a patron of the latest artistic fashions, queen of the ethic of ‘courtly love’, and of troubadour poetry; like Constance, she was also the recipient of a French vernacular history, complete with Arthurian heroes, based on Geoffrey of Monmouth’s rendition. This was the Roman de Brut, written by a clerk named Wace and dedicated to ‘the noble Eleanor, high King Henry’s queen’. It may have been through the marriage of Eleanor’s daughter, Matilda, to Duke Henry of Saxony that such Arthurian stories first reached Germany.

LEYSER, Henrietta. Medieval women: a social history of women in England 450-1500. 4th reimp. London: Ted Smart, 2002. 337 p.

Dia 198: Livro: Catherine the Great

Este é outro livro da safra da amazon.uk. Sem conhecer muito sobre Catarina, procurava alguma biografia que servisse de introdução. Pequei em não procurar com mais cautela.

Catherine the Great, de Isabel de Madariaga, é um dos livros mais citados sobre Catarina que eu já vi. No entanto, ele é obviamente voltado para o público que já tem um prévio conhecimento da história da imperatriz. A autora foca sua análise nos aspectos políticos e econômicos do governo de Catarina. A vida pessoal e pré-reinado são quase completamente deixados de lado, a não ser quando a autora cita os vários amantes da personagem. Não vejo isso como uma coisa ruim, apenas acho que deveria ter ficado explícito na sinopse do livro.

A crítica maior fica por conta de algo que, tenho notado, é comum a alguns biógrafos: favorecer demais o biografado. Catarina, aqui, é uma monarca que não desejava o poder pra si, apenas queria o melhor para o seu país.

Esse é um dos livros que eu vou ter que reler futuramente. É claro que absorvi muita coisa; dá pra entender quem foi a imperatriz. Mas falta muita coisa. Em que contexto ela cresceu? Como foi sua infância? Suas influências? O casamento com Pedro III? Enfim, não é livro para iniciantes.

Uma crítica bem detalhada pode ser vista aqui (em inglês).

Trecho:

In the years after Peter’s death in 1725, the great machine he had created stumbled along much more slowly, and with no clear direction. But Russia gradually absorbed the new orientation he had forced on society. Bowing under the despotism of the tsarist political system, the nobles nevertheless grew to enjoy western culture, which became even more accessible with the foudation of Moscow University in 1755. They benefited from increasing commercial contacts through Peter’s new capital on the Gulf of Finland, St Petersburg, and from intellectual exchanges with the west through the Academy of Sciences, founded in 1726. Many Russians now visited the west on their own initiative, to study or to enjoy western culture. The Russian government continued to send numbers of nobles abroad to western universities. But the millions of peasants remained untouched by, if not actively hostile to, many of the features of Peter’s new regime and bound by a social structure which perpetuaded the arbitrary despotism of one legally defined group over another. (p. 23)

MADARIAGA, Isabel de. Catherine the great: a short history. Reimp. New Haven, CT; London, UK: Yale University Press, 2001. 240 p.

Dia 197: Livro: Eleanor of Aquitaine

Não encontrei imagens decentes na internet, então tirei uma foto meia-boca da minha edição destruída. Comprei de segunda mão pela amazon.uk quando a Anika estava no Brasil e o irmão veio visitá-la e fez o favor de trazer esse – e outros – livros pra mim. Se você tem como fazer algo semelhante, a grande vantagem de comprar por lá é que você às vezes paga menos de R$ 1,00 por um livro usado.

Eleanor tem uma das histórias mais instigantes que eu já vi. Ao contrário da maioria das rainhas, passivas e obedientes, ela era forte e ambiciosa. Foi criada em uma corte que não dispensava uma boa festa regada a vinho, música e poesia e famosa por seus trovadores. Eleanor acreditava na supremacia feminina, e por essas e outras era a protagonista das fofocas da Europa na época.

O livro de Meade é bastante fácil de ler por ter um ritmo de romance. Ao mesmo tempo, muitas vezes fiquei dividida entre certas suposições que a autora faz. A história também gira muito em torno de outros personagens, como os maridos e os filhos, deixando Eleanor esquecida às vezes.

A simpatia da autora pela personagem é óbvia. Eleanor quase nunca é culpada do que acontece. Por outro lado, isso serve pra livrar um pouco a aura de maldade e luxúria que a Igreja construiu ao redor dela na Idade Média.

Trecho:

For Eleanor, the homecoming was made all the more desolating by the confirmation of a suspicion that she may have felt even while crossing the Alps. To her consternation, she realized that she was pregnant. Nothing could have sealed her destiny more decisively, for now there would be no divorce, no possibility of going back to Poitiers, nothing to look forward to but gray years stretching into the interminable future with a man she despised, her priest disguised as a king. Louis, elated, behaved as though he had forgotten the marital trauma of the past two years. At last he could present a heir to his people. Even those Franks who had been busy blackening Eleanor’s name with gossip about her alleged depravity in Antioch were obliged to reagrd the queen with new respect. In hardly anyone’s mind, and certainly not in the king’s, did there arise a possibility that the child might be a girl. Surely a conception so meticulously choreographed by the pope himself could result in nothing but a healthy son. (p. 128)

MEADE, Marion. Eleanor of Aquitaine: a biography. New York: Penguin, 1991. 389 p.

Dia 196: Carecofilofobia

Quando assisti ‘Bastardos Inglórios’, uma coisa em particular me chamou a atenção: um certo careca, Eric, o dono da taverna onde os Bastardos vão se encontrar com a atriz Bridget von Hammersmark. O careca me parecia familiar, e numa dessas madrugadas de insônia acabei descobrindo o porquê. Não só ele fez o Cel. von Quirnheim em ‘Operação Valquíria’, como também interpretou o Dr. Schenck em ‘A Queda’.

Empolgada com a descoberta aleatória, comemorei no Twitter e confessei que um careca desses não me passaria despercebido.

Desde então, tenho sofrido um bullying tremendo de amigas incrédulas com as minhas preferências capilossexuais. Então eu resolvi lançar a campanha ‘DEIXEM MEUS CARECAS EM PAZ!’. Eis alguns dos que estão colaborando comigo:

David Beckham

Fernando Scherer

Amaury Nolasco

Bruce Willis

Wentworth Miller

Mas o astro da campanha, mesmo, é o Christian Berkel, que, além de ser meu careca favorito, foi quem causou toda essa comoção, afinal.

Peço a sua compreensão na luta contra a CARECOFILOFOBIA! Pelo meu direito de gostar de carecas, amém.

[Obs.: O prêmio de melhor careca, na verdade, é do Edward Norton em ‘A Outra História Americana’. Junto com o cavanhaque, ela conseguiu a proeza de deixá-lo gostosão. No entanto, escolhi deixá-la de fora pela conotação nazista. Mas garanto que vale uma googlada. Próxima campanha: RASPE A CABEÇA DE NOVO, EDWARD!]