Dia 183: Livro: Deuses e Mitos do Norte da Europa

“[…] O culto aos velhos deuses era uma questão muito individual, apropriado às pessoas que o praticavam. Um homem geralmente escolhia um dos deuses como amigo especial e protetor, com quem ele estabelecia uma espécie de parceria, e isso não o impedia de reconhecer a existência do resto ou de participar de cerimônias comunais em que os outros fossem venerados. As imagens de vários deuses ficam ao lado umas das outras nos pequenos templos locais e no grande templo em Uppsala, ainda que existisse ocasionalmente rivalidade entre os cultos aos deuses da batalha e da fertilidade. Quando, no século VII, o rei Redwald de East Anglia ofereceu um altar de sua igreja ao sacrifício a Cristo, e outro pequeno para oferecer vítimas aos diabos, ele não estava agindo de modo infantil nem esperando obter o melhor dos dois mundos, mas apenas agindo de acordo com o costume pagão normal, já que a aceitaçãode um deus não significava rejeitar totalmente a divindade do vizinho. Essa deve ter sido uma das lições mais difíceis para os novos convertidos a Cristianismo, e embora tenham lucrado em devoção única, é provável que tenham perdido boa parte do velho espírito de tolerância.” [p. 186]

DAVIDSON, H. R. Ellis. Deuses e mitos do norte da Europa. São Paulo: Madras, 2004. 222 p.

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