Dia 197: Livro: Eleanor of Aquitaine

Não encontrei imagens decentes na internet, então tirei uma foto meia-boca da minha edição destruída. Comprei de segunda mão pela amazon.uk quando a Anika estava no Brasil e o irmão veio visitá-la e fez o favor de trazer esse – e outros – livros pra mim. Se você tem como fazer algo semelhante, a grande vantagem de comprar por lá é que você às vezes paga menos de R$ 1,00 por um livro usado.

Eleanor tem uma das histórias mais instigantes que eu já vi. Ao contrário da maioria das rainhas, passivas e obedientes, ela era forte e ambiciosa. Foi criada em uma corte que não dispensava uma boa festa regada a vinho, música e poesia e famosa por seus trovadores. Eleanor acreditava na supremacia feminina, e por essas e outras era a protagonista das fofocas da Europa na época.

O livro de Meade é bastante fácil de ler por ter um ritmo de romance. Ao mesmo tempo, muitas vezes fiquei dividida entre certas suposições que a autora faz. A história também gira muito em torno de outros personagens, como os maridos e os filhos, deixando Eleanor esquecida às vezes.

A simpatia da autora pela personagem é óbvia. Eleanor quase nunca é culpada do que acontece. Por outro lado, isso serve pra livrar um pouco a aura de maldade e luxúria que a Igreja construiu ao redor dela na Idade Média.

Trecho:

For Eleanor, the homecoming was made all the more desolating by the confirmation of a suspicion that she may have felt even while crossing the Alps. To her consternation, she realized that she was pregnant. Nothing could have sealed her destiny more decisively, for now there would be no divorce, no possibility of going back to Poitiers, nothing to look forward to but gray years stretching into the interminable future with a man she despised, her priest disguised as a king. Louis, elated, behaved as though he had forgotten the marital trauma of the past two years. At last he could present a heir to his people. Even those Franks who had been busy blackening Eleanor’s name with gossip about her alleged depravity in Antioch were obliged to reagrd the queen with new respect. In hardly anyone’s mind, and certainly not in the king’s, did there arise a possibility that the child might be a girl. Surely a conception so meticulously choreographed by the pope himself could result in nothing but a healthy son. (p. 128)

MEADE, Marion. Eleanor of Aquitaine: a biography. New York: Penguin, 1991. 389 p.

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