Dia 198: Livro: Catherine the Great

Este é outro livro da safra da amazon.uk. Sem conhecer muito sobre Catarina, procurava alguma biografia que servisse de introdução. Pequei em não procurar com mais cautela.

Catherine the Great, de Isabel de Madariaga, é um dos livros mais citados sobre Catarina que eu já vi. No entanto, ele é obviamente voltado para o público que já tem um prévio conhecimento da história da imperatriz. A autora foca sua análise nos aspectos políticos e econômicos do governo de Catarina. A vida pessoal e pré-reinado são quase completamente deixados de lado, a não ser quando a autora cita os vários amantes da personagem. Não vejo isso como uma coisa ruim, apenas acho que deveria ter ficado explícito na sinopse do livro.

A crítica maior fica por conta de algo que, tenho notado, é comum a alguns biógrafos: favorecer demais o biografado. Catarina, aqui, é uma monarca que não desejava o poder pra si, apenas queria o melhor para o seu país.

Esse é um dos livros que eu vou ter que reler futuramente. É claro que absorvi muita coisa; dá pra entender quem foi a imperatriz. Mas falta muita coisa. Em que contexto ela cresceu? Como foi sua infância? Suas influências? O casamento com Pedro III? Enfim, não é livro para iniciantes.

Uma crítica bem detalhada pode ser vista aqui (em inglês).

Trecho:

In the years after Peter’s death in 1725, the great machine he had created stumbled along much more slowly, and with no clear direction. But Russia gradually absorbed the new orientation he had forced on society. Bowing under the despotism of the tsarist political system, the nobles nevertheless grew to enjoy western culture, which became even more accessible with the foudation of Moscow University in 1755. They benefited from increasing commercial contacts through Peter’s new capital on the Gulf of Finland, St Petersburg, and from intellectual exchanges with the west through the Academy of Sciences, founded in 1726. Many Russians now visited the west on their own initiative, to study or to enjoy western culture. The Russian government continued to send numbers of nobles abroad to western universities. But the millions of peasants remained untouched by, if not actively hostile to, many of the features of Peter’s new regime and bound by a social structure which perpetuaded the arbitrary despotism of one legally defined group over another. (p. 23)

MADARIAGA, Isabel de. Catherine the great: a short history. Reimp. New Haven, CT; London, UK: Yale University Press, 2001. 240 p.

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