Dia 254: Caso, compro uma bicicleta ou caso com a bicicleta?

Eu não sei se deveria escrever hoje. Aliás, na verdade, eu não sei de mais nada.

Eu passei a vida toda levando uma vida confortável, nunca sendo atingida por nada, com uma família não muito grande, mas que sempre, sempre me protegeu. Imagina uma mãe coruja.

Isso é bom e ruim. Bom, porque minha vida foi toda cor-de-rosa, eu não tenho grandes traumas e sempre tive tudo, não só o que era necessário. Ruim, talvez pelos mesmos motivos. Eu vi muita coisa por aí que não fazia parte do ‘meu mundo’, trabalhei e convivi com gente sofrida, mas sempre dentro da minha zona de conforto.

Agora eu sinto, quero e preciso sair. E sei exatamente o que quero fazer. E teria toda a coragem do mundo, não fossem esses laços de amor demais. Sabe? O meu problema é gostar demais da minha família. Eu viro nada perto deles. Não sei se vou, se fico, se caso, se compro uma bicicleta. Tudo o que eu queria, no momento, era voltar pro útero da minha mãe e ficar lá. Pra sempre. Ninguém me perguntou se eu queria crescer.

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Um pensamento sobre “Dia 254: Caso, compro uma bicicleta ou caso com a bicicleta?

  1. O mundo aqui fora é tão, tão, tão cruel, que mesmo quem já nasceu com o couro grosso, e cresceu ganhando cicatrizes uma por cima da outra, fica assustado quando se depara com a realidade “real”, sem medo de ser redundante.
    Esse post me fez ficar preocupada contigo, florzinha. O meu colo e os meus ombros não são útero da sua mãe, mas estão aqui, pra você, o tempo todo. Beijo grande.

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