Quer transformar sua viagem de 8… ops!, 12 horas em uma ida ao psicólogo? Pergunte-me como.

Posso falar? O BHR é CA-GA-DO pra arrumar motorista. Assim mesmo, em letras maiúsculas e sílabas destacadas. Os motoristas se perdem em TODAS as viagens, não importa se a gente tá andando em São Paulo ou em Colina. E nunca é uma coisa simples; é sempre algo que atrasa tudo em três horas.

Mas o desse fim de semana é o campeão so far. Porque motorista que se perde na ida é ok; a gente entende. Mas motorista que morou vinte anos – segundo o próprio – em São Paulo e consegue se perder saindo da cidade é inédito.

Ele me pediu pra programar o GPS. Só que o GPS não ligou. Até então eu não tinha percebido por que ele precisava tão desesperadamente do aparelho. Fui saber só quando ele entrou na via errada.

Pra você, amigo, que graças a deus nunca teve a infelicidade de andar em São Paulo, é bom saber que dar uma erradinha lá equivale a ir e voltar de Belo Horizonte umas três vezes. Mentira. Mas o drama é quase o mesmo.

E eu tinha me sentado ao lado dele na van. Deixei o time bêbado dormir em paz lá atrás e achei melhor ir ao lado do motorista, já que eu estava sem um pingo de sono. E quase chorei quando ele disse que tinha se perdido. Porque, né, eu sou A perdida. Não sei nada de São Paulo. Tenho um bloqueio com a cidade. Então não poderia ajudar em nada. Nenhuma de nós podia, na verdade. E aí se instaurou o caos.

Ele queria achar a Dutra. Aí eu fui lendo as placas e, por fim, achamos. E eu, muito ingênua, achei que dali em diante ele soubesse prosseguir. E relaxei, me distraí.

– Era aqui que eu tinha que ter entrado?

– Anh?

– Essa via aí da direita? É a Fernão Dias?

Essa hora eu apaguei da memória pra continuar sendo uma pessoa feliz, mas provavelmente o que aconteceu foi que eu virei pro lado e comecei a mascar o vidro da janela pra evitar voar no pescoço dele. Lá fomos nós, DE NOVO, procurar um retorno. Aí o time inteiro já estava querendo deixá-lo na estrada e seguir sozinho.

Um posto de gasolina e muitas informações não assimiladas depois, ele ainda estava perdido. Eu tinha pulado pra trás, sugestão das meninas pra eu não morrer enfartada. Por fim, com o time inteiro lendo as placas em coro pra ele, nós acabamos chegando na tal.

Às 3:30 da madrugada, nós paramos em um posto pra consertar um pneu furado – você realmente achou que ia ser fácil assim? – e constatamos que tínhamos levado cinco horas pra percorrer 200 quilômetros. Um feito para o Guinness.

Junte a isso uma batida na viagem de ida. Ou melhor, uma encostada. Uma coisa simples, que foi culpa de outro motorista e que o outro prontamente assumiu e se dispos a resolver, que quase terminou em uma manchete de jornal envolvendo um louco sem noção provocando um professor de karate.

E você pensava que a emoção do rugby terminasse no terceiro tempo.

Anúncios

Um pensamento sobre “Quer transformar sua viagem de 8… ops!, 12 horas em uma ida ao psicólogo? Pergunte-me como.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s