Transfobia: cadê a novidade?

Não que me surpreenda, mas a Ariadna saiu. Como disseram várias pessoas no Twitter, não dava pra achar que quem premiou o Dourado fosse deixar uma trans passar. Ainda que minha opinião sobre o Dourado seja mais tênue do que as que eu tinha durante a raiva toda do ano passado, não dá pra achar que ele não fosse homofóbico e um símbolo pro brasileiro macho e moralista.

Ano passado ainda teve uma certa resistência. Esse ano eu não vi tanto. Talvez porque o programa ainda estivesse no começo, talvez porque muita gente estivesse reticente quando a assistir de novo. Mas eu não consigo deixar de achar que talvez, só talvez, houvesse um certo ceticismo diante de uma transexual.

E eu não estou falando dos héteros, não. Estou falando é da comunidade gay, mesmo. O ceticismo existe.

Eu fui perguntada há poucos dias sobre o porquê de defender a comunidade trans. Sabe? Não é a sua, então por que você não lava as mãos? Você não é negra, não é judia, não é trans, por que defender?

Fato. Vamos nos dividir e deixar o mundo se foder, né? Eu não sou negra, nem judia, nem trans, e você, amigo, não é humano.

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“Why do we have to endlessly recycle the old conflicts: first we fought about slavery, then segregation, then gender, and now sexual orientation, while gender identity is in the wings waiting. Why can’t people look at the phrase ‘liberty and justice for all’ and simply accept that ‘all‘ means all‘?”
[Autor desconhecido]

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