A fessôra e o jardineiro

Daí eu esqueci de contar a historinha da professora linda do começo da semana. Porque foi aí que eu me dei conta de como andava hipersensível. É, é assim mesmo. O meu inferno astral é irregular, atrasa e me deixa preocupada todo ano.

Mas lá estava eu, carente de paz mundial, apresentando um trabalho que eu nem fazia ideia do que se tratava, usando toda a habilidade linguiceira que adquiri no curso de Direito – viva a retórica! – quando, não sei por que cargas d’água, ela contou uma das ótimas histórias que sempre conta.

Basicamente, um belo dia ela estava entrando na escola e, como de hábito, cumprimentou o jardineiro. Daí se seguiu o seguinte diálogo:

Jardineiro: Posso perguntar uma coisa?

Professora: Claro.

Jardineiro: Por que a senhora me cumprimenta? [Aqui em engasguei.]

Professora (sem entender): Ué, porque o senhor é meu colega.

Jardineiro: Mas eu sou só o jardineiro… [:(]

Professora: Mas com certeza não é por minha causa que essa escola é considerada tão linda.

Imaginem a minha cara de concha, no meio do seminário, segurando o choro. Valeu, ‘fessôra.

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