Pitacando ‘The Legend’

Eu ia só fazer um comentário rápido a respeito da série no Facebook, mas acabou ficando tão grande que faz mais sentido eu parar de economizar nas palavras e vir escrever direito por aqui.

Hoje eu finalmente terminei de ver ‘The Legend’. Achei o musical do Zuka tão bacana que me senti meio que obrigada a ver. E é de fato divertido.

Mas algumas coisas podem acabar desencorajando ocidentais, tão acostumados às maravilhas que o cinema hollywoodiano pode proporcionar, a assistir. Os efeitos especiais, por exemplo. Highlander II e seu céu laranja mandaram abraços, e agradeceram terem sido roubados do título de ‘Piores Efeitos da História’.

A maquiagem, então, nem se fala. Da peruca branca do Lord Hwanwoog à velhice do Hwachun, passando pela tatuagem de henna na testa que ele recebeu no final, é tudo um grande facepalm. Eu quase chorei quando vi os dentes do Heuk Gae. Era pra parecer que ele tinha perdido alguns pela velhice, então mandaram tinta preta. Só do lado de fora. Cada vez que ele abria a boca, dava pra ver os dentes brancos do lado de dentro.

Algumas atuações também são canastríssimas, ao ponto da exaustão. Em especial à do Hwachun, que tem que dar aquela olhadinha abaixada o tempo todo e andar com mãos de garra, e a da Ki Ha, que, bem, por si só já é um por-re de pessoa.

Por fim, dá uma desvalorizada o fato de a série ter 24 episódios. É demais. Cada episódio tem pelo menos uma hora. Vinte quatro horas ficou demais, encheção de linguiça. É Ki Ha demais pro meu gosto.

Quem me vê falando tudo isso até pensa que eu detestei, né, mas não. Também tem pontos fortes, por exemplo:

Hummmmm… Er, caham! Bom, não dá pra negar que Bar Yong Jun é um ponto forte, fortíssimo, mas não era bem disso que eu tava falando. (Mas se você quer outro argumento no nível, clica aqui pra ver o Yoon Tae Young.)

Como eu estava dizendo, a história entretém, ainda que se arraste em alguns pontos. Pra quem gosta de fantasia, não tem como errar. E me agrada mais ainda ser uma história baseada numa lenda real coreana. Essa pitada folk me atrai.

Por fim, na mesma medida em que existem atores ruins, também dá pra se divertir um bocado com alguns deles. Call me stupid, mas eu sempre ri demais da relação Hyeonko/Sujini, assim como Damdeok/Jumuchi.

Enfim, vale a pena. Mesmo que você seja uma anta em história e cultura coreanas, como eu. (Sim, esse texto vai terminar de qualquer jeito, porque eu tô com sono e sem a menor intenção de pensar em final bonitinho. Assistam e pronto.)

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