#BigodeDay

Ao contrário de 70% da humanidade, eu não tenho problema com aniversários. Sei lá, né? Vai ver, quando eu fizer 30, 40, 50, vai bater uma crise, mas por enquanto eu acho é bom. A dureza, pra mim, é passar longe da família. Tudo bem que eu já falei com cada membro dela umas três vezes hoje, mas nada substitui abraço de mãe, vó e pai.

Ontem, na virada do dia, eu estava num maravilhoso clima melancólico já antecipando a solidão do dia, quando a @carlamaia me arrancou uma risada. Todo aniversariante no Twitter vira o dono do seu dia. #MariaDay. #JoãoDay. #XuxaDay. E eu tava esperando que fosse surgir, no máximo, um #TatáusDay. Ledo engano. Meu dia virou o #BIGODEDAY!

Pra quem não conhece a brincadeira interna, há algum tempo surgiu um rumor de que eu tenho fetiche por bigodes. Tudo baseado num comentário inocente e mal interpretado e obviamente exagerado pela oposição. Como era mais fácil me juntar a eles do que vencê-los, a brincadeira acabou ficando gigante, a ponto de eu receber bigodes no Twitter todos os dias.

Veio daí a brincadeira. Eu entrei na onda do #BigodeDay e coloquei um avatar de bigode. E, um a um, começando pela dona Carla, meia timeline desenvolveu pelos faciais. Até quem não sabia do que a brincadeira se tratava. Até quem não me conhecia. Teve Belchior, Magnum, Olívio Dutra. Até caneca de bigode eu ganhei.

Então eu quero agradecer demais a quem alegrou meu dia nublado. Obrigada pelos parabéns, pelos abraços virtuais, pelos desejos de mais rugby na vida e, principalmente, pelos bigodes. Vocês são lindos. Até peludos.

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Dia 236: Piada interna

Eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando, eu deveria estar estudando, mas em vez disso estou aqui, escrevendo esse post canalha.

É só que hoje surgiu entre nós durante a aula uma saudade imensa daquele que por muito tempo animou (NOOOOOOT!) as nossas aulas. Então, numa homenagem singela dos que ainda acreditam na biblioteca escolar, devo declarar que:

R.I.P., Bigode, onde quer que você esteja.

Dia 193: Velhice precoce

Existem certas coisas que eu faço que meus velhos amigos já estão acostumados e não se importam mais, mas que percebo que têm chateado ou mesmo ofendido algumas pessoas que começaram a conviver comigo agora. Coisas que sempre foram tão naturais pra mim, que eu levei muito tempo pra perceber que não é comum a outros. Assim, achei melhor esclarecer minhas três frescuras que mais têm causado desentendimentos:

1. Eu não empresto livros. O problema não é com você. Não se sinta ofendido. Eu parei de emprestar livros porque passei por situações péssimas. Livros que foram pra outro continente e não voltaram. Livros que ‘sumiram’. Livros que foram emprestados para outras pessoas sem o meu conhecimento. Livros que viraram pano de chão. Livros que nadaram em vasos sanitários. As pessoas parecem não entender, mas eu pago por eles. Tem gente que não liga, que gosta de livro riscado, amassado; eu como bibliotecária, gosto de ver um livro sendo usado. Mas a minha coleção particular é especial pra mim, e eu pretendo preservá-la. Escolher quem pode ou não pegar meus livros emprestados não é do meu feitio; não tenho coragem. Então achei melhor parar de emprestar pra qualquer pessoa, pra evitar melindres.

2. Eu sou caseira. Ou seja, não sou de balada. Na verdade, balada mesmo, tuntz-tuntz, eu dispenso. Só vou em situações muito específicas. Gosto de bar, boteco, cinema ou qualquer lugar em que se possa conversar. Não danço, não bebo, não pego 25 numa noite, não fumo, não cheiro, não uso nenhum tipo de droga, por isso essas festinhas animadas não me servem pra nada. Gosto de casa, de ficar em casa lendo, escrevendo, ouvindo a música que eu quero, assistindo filme ou qualquer porcaria na TV. Gosto de sair, também, mas não o faço por fazer. Por melhor companhia que você seja, é possível que eu recuse 75% dos seus convites. Não é nada pessoal, acredite. Não fique chateado. Eu simplesmente gosto de curtir meu tempo em paz. Aliás, se você for uma pessoa caseira também, melhor ainda! Programa de gordinha tensa é comigo mesmo.

3. Eu odeio telefone. Eu odeio telefone. Eu odeio telefone. Eu odeio telefone. Eu odeio telefone. Eu odeio telefone. Mais do que telefone, eu odeio falar ao telefone em público. É claro que atendo ligações urgentes na maior boa vontade. Mas, fora isso, se você não for minha mãe, minhas avós, meu pai ou algum outro membro importante da minha família, por favor compreenda quando eu disser: “te ligo já”. Se eu digo que vou te ligar quando chegar em casa, eu vou te ligar quando chegar em casa. Não precisa ligar outras cinco vezes durante o meu percurso. Tenho horror a celular em ônibus ou supermercado. Ninguém tem nada a ver com meus assuntos particulares, nem é obrigado a ficar me ouvindo berrar no meio do barulho.

De verdade, não se ofendam. São coisas de gente chata, e juro que eu nem percebia que isso aborrecia alguém. Procurem entender uma jovem velha e tentem continuar me amando. E não tenham medo de me ligar, viu? E continuem me chamando pra sair, viu? Eu ainda gosto de receber convites, apesar de tudo. ; P

Dia 167: 9 ½ Semanas de Vadiagem

Aí amanhã (ou hoje, como queiram), para o bem de todos e felicidade geral da nação (NOT!), eu volto pra BH. É, acabou a festa. Segunda-feira começa tudo de novo. Vou matar a saudade do povão. O Hugo, pelamordedeus, mal aproveitou as férias de tanta saudade (NOT! 2)!

Eu queria escrever, na verdade, algo decente hoje, mas, né?, não deu. Gastei a noite ensinando minha vó a entrar em sites e dando um jeito de enfiar na mala os 9 pacotes de miojo e molho que ela resolveu me mandar. Porque eu tô fraquinha (NOT! 3).

Ainda não sei o que vou – e se vou – fazer alguma coisa no fim de semana, porque agora eu preciso botar a vida de pé de novo. Mas estamos aê para ligações. Meu número é o mesmo, mas os meus cabelos…

Dia 146: Nostalgia

No primeiro semestre de 2008, quando eu me mudei pra Belo Horizonte, sem conhecer ninguém e morrendo de medo de me arrepender, fui parar numa pensão feminina. Com mais dez meninas.

Tinha absolutamente tudo pra dar errado. Pensões são difíceis, cheias de regras e de pessoas com quem a gente nem sempre está afim de conviver. E, quando fui ver a casa pela primeira vez, conheci uma inglesa de ascendência indiana que me encarou com cara de poucos amigos.

E, no, entanto, foi uma das melhores épocas da minha vida. A inglesinha estava, naquela época, muito puta com qualquer pessoa que fosse ‘tomar o lugar’ da melhor amiga dela na pensão, uma outra indoinglesa que estava indo completar o intercâmbio na Alemanha. No fim, ela foi a pessoa com quem eu mais me apeguei.

Seis meses de felicidade depois, tudo acabou. Quatro das meninas, as estrangeiras, nós já esperávamos que fossem embora, mesmo. Mas uma confusão que começou pequena e terminou arrasadora pôs todo mundo pra fora de lá, cada uma prum canto. Todas tiveram os destinos mais diversos nesse último um ano e meio, e infelizmente é muito difícil juntar todo mundo agora.

Fiquei muito, muito mal quando todo mundo foi embora. Especialmente a Anika, a inglesa. Aquela era minha turma de BH e, de repente, eu não tinha (quase) mais ninguém.

Durante todo o semestre em que estivemos juntas, eu assisti à primeira temporada de HachiKuro. Quando finalmente acabei de ver, as meninas foram embora. E eu acabei associando a música do fim, Warutsu (do Suneohair) a elas. A música em si não faz muito sentido, mas acho que associei porque identifiquei a turma de HachiKuro com a minha. E agora toda vez que eu ouço bate a nostalgia. Saudades do que não volta.

Dia 95: Formspring

Do nada, sem que eu visse, esse tal de Formspring se espalhou como vírus pelo Twitter! Tá uma febre só por causa disso. Lógico que eu fiz uma conta pra mim.

Formspring é só mais um negócio pra acabar com a sua privacidade e te ferrar pro mundo. Tem sido usado pra especular a vida sexual alheia, obviamente.

Além de mim, outras gurias que fizeram foram a biscrok (SABIA que não ia aguentar!), a suamaeehhomem, a duascores, a lolitahh, a marcelee e a apoubell. Uma parceria das gurias citadas que são sapas rendeu o sapataria responde.

Tá divertido. De vez em quando me sacaneiam, mas é engraçado demais. Ainda bem que esse negócio chegou nas férias, porque é vício certo.

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Update:

Também tem a inquietudine, a juliana e a lori!