Dia 182: O post que era pra ser a parte II do dia 178 e um pouco mais

Aí eu abandono o blog como se não tivesse prometido que escreveria todo dia, né? É. Mea culpa.

Melhor ainda é que eu vou tocar no assunto mais ‘last week’ possível: Oscar. Não, gente. Não é o de 2011. Eu ainda tô no de 2010, calma.

Primeiro, obviamente: Bigelow! Tá, um monte de gente já jogou areia na minha comemoração. Disseram coisas pertinentes, como o fato de a academia ter dado preferência a um filme de guerra porque corresponde à política americana e à visão conservadora da Academia. Não vou opinar. Acredito em todo mundo dizendo que é um filme que favorece os EUA, mas simplesmente não vou dar pitaco porque, bem, ainda não assisti.

Também disseram que é bobagem comemorar a vitória de um filme simplesmente porque a diretora é mulher, sendo que o próprio filme não tem personagens femininas; a única seria a esposa que fica em casa sofrendo. Sobre isso, acho que a Mary W. já falou bem: “Não é uma luta pra premiar filme feminista. É apenas para que homens e mulheres tenham condições de igualdade na carreira.

Foi isso que a gente comemorou. Não foi o fato de terem esquecido que mulheres também vão e morrem no Iraque, nem o fato de que a gente gosta de ver os EUA brincando de explodir o Oriente Médio.

Mas falemos sobre coisas mais alegres. A cerimônia, por exemplo. NOT! Vi um monte de gente reclamando que estava chato pra caramba. Gente, é Oscar! É CHATO PRA CARAMBA! Bom, pelo menos pra mim. Formalidade é formalidade. Vai ter sempre aquele mimimi. Eu só ignoro e fico olhando pras caras, roupas e cabelos e xingando os malditos prêmios que nunca saem pra quem eu torço.

Mentira, esse ano eu acertei um número até bom. À exceção da marmelada-mor: Sandra Bullock. Gente, não. Ela é Miss Simpatia pra sempre. Não é Oscar. Oscar é Meryl Streep levando um chá de cadeira de 16 anos. Façam-me o favor.

O que me deixou sorrindo de orelha a orelha foi o Christoph Waltz ter ganhado como ator coadjuvante. Já era óbvio, mas eu comemorei e acordei todos os vizinhos. Foi o primeiro prêmio da noite e pronto. Acabou. Bastardos não levou NADA. Puta desaforo. Paguei a minha reza contra o Avatar com a derrota do Tarantino. Foi caro, hein? E eu, que era Team Basterds, fiquei quietinha pelo resto da noite. Bem, até a Bigelow.

As musas da noite: Mo’Nique (que fez um bando de marmanjos inundar minha timeline com choro), Kate Winslet e Queen Latifah. E a Maggie Gyllenhaal, que tava com cara de quem não dormiu, mas eu simpatizo com ela.

Bode da noite: George Clooney.

A noite inteira com essa cara. Depois vieram ‘explicar’. Dizem que era uma piada com não sei quem. Senta lá, vai Clooney. Que a Rozzana me desculpe, mas ainda bem que não levou nada. Menino malcriado!

Aí, mudando de pato pra ganso, vamos falar de outro dourado. [Trocadalhos do carilho!]

Eu já nem estou levando os comentários do Twitter a sério, porque, se depois das tentativas da Susan e do AmbulatórioTV de mostrar as incoerências do sujeito em vídeos bem for dummies, ainda existe essa torcida animalesca, quem sou eu pra tentar dissuadir alguém?

Mas vou já dizer umas coisas porque andaram me xingando de ‘preconceituosa’ e ‘hipócrita’. Sim, eu tenho preconceitos, como qualquer ser criado nessa sociedadezinha cretina. O que obviamente não quer dizer que eu vá me desculpar retuitando qualquer frasezinha de efeito que jogarem na minha timeline. Meus preconceitos eu tento combater.

Não desculpo o Dourado de maneira alguma com essa alegaçãozinha chinfrim de ignorância. Ele é um homem de 37 anos, com formação superior, que, segundo os próprios pais, conviveu a vida inteira com homossexuais. Aliás, esse último ‘fato’ vem sendo usado largamente pela família pra dizer que ele não é homofóbico. Não façam isso, vá. Tá só piorando. Argumento do tipo ‘eu até tenho um amigo gay!’ é a coisa mais queima-filme no mundo LGBT. E nem vou lembrar o episódio ‘viado’. Fala por si.

E dizer que Michel e Serginho também já fizeram menção a violência contra mulher não livra a cara do bonito. Só bota os outros dois na lama junto.

E pronto. Chega. Não vou mais falar disso. Já deu.

Pra melhorar o humor do post, vou encerrar com GaGa! Porque ontem o novo clipe dela se espalhou como vírus! E, olha, ela é genial! Clipe cheio de referências. Warhol, Tarantino, Thelma e Louise, até um look meio Madonna. Conseguiu deixar até a Beyoncé interessante.

Dia 128: FUUUUUUU…

Hoje a minha timeline no Twitter estava em polvorosa. De um lado, os viciados em Big Brother esperando o primeiro paredão; do outro, os cults, comentando o Globo de Ouro 2010. Eu fiz o que pude pra acompanhar os dois.

No BBB eu esperava uma certa previsibilidade e, bem, foi previsível, a não ser por um detalhe. As indicadas para o paredão foram a Claudia – pelo Sérgio, o líder – e a Joseane – pela casa. Até aí, nenhuma surpresa. O Dourado também tinha ganhado imunidade da Jose, o que também não surpreende. Ah, sim, e a Fernanda também ficou imune por ter ganho a prova de resistência.

Os votos da casa já eram meio óbvios. Quem me surpreendeu foi o Dicesar; não imaginava que ele iria votar na Tessália. Mas enfim, pensei, tudo certo. Só que a Globo resolveu dar uma sacaneada pra ver se bota fogo na casa e aumenta a audiência. E foi assim que, numa brincadeira que dá um carro à pessoa que ligar e acertar uma pergunta feita pelo Bial, o voto da drag foi dedurado. E a Tessália deu um megashow em seguida. Um verdadeira drama mexicano. E já mostrou as garrinhas. Sinceramente? Caiu no meu conceito.

Outros que merecem um pedala são o Dourado, porque é uma besta, e o Michel, que separou ‘gay’ de ‘homem’ ao falar do Sérgio. Muita gente defendeu o rapaz dizendo que ele não falou por mal, o que é verdade; mas isso não quer dizer que não precise ser corrigido.

Quando ao esperadíssimo Golden Globe, eu já esperava uma certa surpresa. Quer dizer, eu já sabia quem ia ganhar, mas estava torcendo pra estar errada. Não aconteceu.

O que me agradou foi a Meryl Streep e a Chlöe Sevigny terem ganhado. E, claro, o Christoph Waltz, como melhor ator coadjuvante de drama, por Bastardos Inglórios. Era a minha grande torcida.

Agora, James Cameron como melhor diretor? Avatar como melhor filme? Na boa, quanta marmelada! O Cameron ganha é pela bilheteria. E ainda por cima é um tremendo de um arrogante, com um discurso escroto.

Mas ai! Porque o pior ainda está por vir. Ou alguém aí duvida que o tal vai ganhar uns 12 Oscars?

Dia 39: Sobre os Bastardos

Eu tenho visto muitos comentários ruins sobre o Bastardos Inglórios. Muitos mesmo. E não é nem uma coisa homogênea; cada um faz um comentário aleatório. Já vi gente dizendo que os Bastardos eram dispensáveis no filme, que é muito longo, que é muito violento, que é muita viagem, que o Brad Pitt está um lixo.

De minha parte, posso dizer que gostei de cabo a rabo. Não acho os Bastardos dispensáveis – embora a história da Shoshana seja por si só interessante -, não é nem de longe muito longo e é bem menos violento do que eu imaginava.

E olha que não estou dizendo isso por ser fã do Tarantino, porque eu não sou. Gosto de Kill Bill Vol. I e olhe lá. Mas eu estou esperando esse filme, em particular, há muito tempo, e posso dizer com segurança que não me decepcionou. Muito pelo contrário. E pelamordedeus, não reclamem que não é um filme histórico, porque não é e nunca pretendeu ser. É um Tarantino, oras.

E esse Cannes que o Christoph Waltz ganhou foi muito merecido, diga-se de passagem. Ele ficou tão cretino que eu mesma queria dar uns sopapos nele.

A cena em que eu mais ri foi definitivamente a do italiano. Impagável. Ri muito da cara de pastel do Brad Pitt.