Dilma, lua, tudo igual!

Acabei de ter um acesso de riso sozinha em casa lembrando da conversa com a minha mãe no telefone ontem. Como não dá pra resumir no Twitter, vai aqui mesmo.

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Eu: E o Obama?

Mãe: Pois é, né? Tava lindo! É um tipão! A Michele, então… Ela é muito elegante, né? Dá gosto de ver!

– Pois é, eu não vi! Perdi porque tava no St. Patrick’s. Só ouvia algumas pessoas comentando, mas acabei não acompanhando…

– Até a Dilma tava bonita!

– Então! Eu vi! Eu vi as fotos! Você viu aquela sobre a Acrópole?

– Anh? Não…

– Tava LINDA! Ela tava gigante!

– …

[5 minutos depois…]

– …vi fotos em vários lugares! Fiquei encantada, porque aqui, pra gente, não mudou nada. E aí?

– Thais, DO QUE QUE ‘CÊ TÁ FALANDO?

– Ué, da lua…

– Eu falei DILMA, Thais! DILMA!

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Moral da história: preciso de um celular novo.

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De novo, a potra

História mais bonitinha de todos os tempos.

Meu irmão chegou em casa depois do trabalho em um dia qualquer na semana passada e esqueceu o portão aberto. Quando viu, uma das nossas cachorras – a mais capeta – tinha fugido. Ele ficou desesperado. Gastou toda a gasolina da moto e do carro atrás dela e não achou.

No outro dia, a dona Mariza, diarista que ajuda aqui em casa, disse que ela deveria estar num lugar aqui perto de casa que tem muito mato, coisa que a Mel adora. Meu irmão voou pra lá de moto. Não achava. O telefone tocou, ele parou pra atender e cinco segundos depois sentiu alguma coisa pulando nele. Era a nossa potra. <3

Dia 207: Melação mode on

Já disse que amo a minha família, né? É, eu sei. Já repeti isso tanto, que já tem gente limpando a baba que tá escorrendo no layout. Enfim. Preciso dizer isso. Porque é tão pouco o que eu posso fazer de volta, que só o que me resta é isso. Repetir que amo.

Mas divago. Só queria dizer o quanto foi boa a viagem, e como eu nunca vou me cansar da infância eterna daquele povo. Imaginem um bando de marmanjos com 20 anos no lombo procurando chocolate pela casa na Páscoa. Ano que vem tem volta. Vou botar os quarentões e sessentões na roda também. Vai todo mundo sofrer comigo – porque eu sofro; sou um zero à esquerda, não tenho criatividade pra procurar e acho 1 item enquanto meu irmão acha 10.

E cheguei aqui e tinha dois pães-de-mel que minha mãe pôs na mala. Aí ela me faz contar os dias pra ir pra lá de novo.

E beijo pro meu pai, também, que conseguiu abrir uma exceção nessa vida de cigano e ir lá me dar parabéns e encher meu bolso. Me leva junto pra Santa Catarina, seu boa-vida!

Dezessete dias? Passa rápido.

Dia 167: 9 ½ Semanas de Vadiagem

Aí amanhã (ou hoje, como queiram), para o bem de todos e felicidade geral da nação (NOT!), eu volto pra BH. É, acabou a festa. Segunda-feira começa tudo de novo. Vou matar a saudade do povão. O Hugo, pelamordedeus, mal aproveitou as férias de tanta saudade (NOT! 2)!

Eu queria escrever, na verdade, algo decente hoje, mas, né?, não deu. Gastei a noite ensinando minha vó a entrar em sites e dando um jeito de enfiar na mala os 9 pacotes de miojo e molho que ela resolveu me mandar. Porque eu tô fraquinha (NOT! 3).

Ainda não sei o que vou – e se vou – fazer alguma coisa no fim de semana, porque agora eu preciso botar a vida de pé de novo. Mas estamos aê para ligações. Meu número é o mesmo, mas os meus cabelos…

Dia 141: Ievan Polkka

Todo mundo já deve ter ouvido essa musiquinha por aí, em algum flash inútil. É a Ievan Polkka, uma música tradicional finlandesa. É um vício. Você ouve e não consegue tirar da cabeça nunca mais.

Ela fala de uma menina que fugiu de casa à noite pra ir a um baile, onde conheceu um rapaz. Enfim, é bem bacana e é fácil encontrar a letra por aí.

Aí eu mostrei pra minha vó e pronto! Toda hora ela quer ouvir E QUER QUE EU CANTE, COMOFAS//

E agora ela não pode ouvir uma música japonesa que já acha que é finlandês. Não pergunte.

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Nota: Eu vejo direto o pessoal escrevendo ‘Leva’s Polka’. Não é Leva, é Ievan. Acho que todo mundo confunde o i com l. Mas o caso é que ‘Ievan’ é o nome dela, um equivalente de ‘Eva’. Ievan Polkka = Polca de Eva.

Dia 127: Tatals Random Facts

Uma das coisas que eu mais gosto é descobrir, de pessoas que eu já conheço há tempos, coisas inusitadas que eu nem imaginava. Essas coisas que passam despercebidas em conversas e situações normais. Isso acontece muito com gente com quem não se convive diariamente.

Foi aí que eu resolvi fazer uma pequena lista de fatos aleatórios sobre moi praquelas pessoas com quem eu converso muito, mas convivo pouco. Amigos de internet que eu conheço há muito ou estou conhecendo agora. Acredito que essas informações, apesar de parecerem meros detalhes, dizem muito sobre uma pessoa.

Ainda tem muita, muita coisa, e eu pretendo continuar a lista futuramente. Por hora, eis alguns. Eu fui escrevendo o que ia vindo à mente, a fim de permitir que isso também possa ser usado como um meio de me conhecer.

Eu dirijo mal pra caralho. A não ser na estrada. Na estrada eu dirijo com gosto. Mas na cidade eu sou o tipo de motorista estressadinha que xinga e buzina.

Quando eu criei meu e-mail da UFMG, não queria algo muito sério, tipo ‘thaislombardi@…’, então juntei meu apelido, ‘Tata’, com as iniciais dos meus dois sobrenomes. TataLS. Acabei usando esse ‘apelido’ em todos as contas de site que abri daí em diante. Nessa época, no entanto, eu nunca imaginaria que um dia eu acabaria conhecida como “a Tatáus”.

Eu nasci em Barretos, mas cresci fazendo um tour pelo norte de São Paulo, graças ao papai que, na época, era bancário. Em outras palavras, cigano.

Eu tenho 3/4 de sangue italiano e 1/4 português. Da parte italiana, sou da quarta geração brasileira, enquanto da portuguesa sou da terceira. Desde que chegaram ao Brasil, estas são as famílias de antepassados que eu carrego: Capucho, Donato, Esparrinha, Fava, Grignolo, Lombardi, Orsolo, Pereira, Ronconi, Scavazzini, Vecchioli, Vicentini, Zanoni.

A família paterna é toda italiana. Toda do norte da Itália, especialmente do Vêneto. A materna é metade italiana, da Campânia (os Lombardi), e metade portuguesa, de Aveiro e o antigo distrito de Trás-os-Montes.

Tendo crescido entre um número razoável de japoneses, eu acabei me apaixonando pela cultura. Essa paixão foi uma das causadoras do meu interesse pela antropologia.

O outro causador foi o feminismo, que me fez querer conhecer melhor as sociedades matriarcais, matrifocais e matrilineares.

Não sei onde foi que começou meu feminismo, mas exemplos não me faltaram. Mãe, avó e bisavó sempre fortes: 1. Meu bisavô não discutia com a minha bisavó; 2. meu avô, que foi tolo o bastante pra ameaçar a minha avó, teve que correr tanto que foi parar lá no Pará. Levou 35 anos pra voltar; 3. meu pai nunca levantou a voz pra minha mãe. Sabia que era furada.

A história da minha avó é boa. Um dia, meu vô, bem do jeito machão italiano, ousou levantar a mão pra ela. Ela, tranquilamente, pegou os três filhos, colocou pro lado de fora e trancou a casa toda, portas e janelas. Virou pra ele e disse: “Pronto. Agora pode bater. Mas bate mesmo, com força, até matar. Porque se eu tiver força pra levantar um dedo, é você quem vai morrer.” Nunca mais.

Eu sou louca por tatuagens, mas medrosa o suficiente para não querer fazer. Eu não ligo de me ferrar durante uma luta ou quebrar o nariz no tatame, mas não posso ver uma agulha.

Adoro desenhar, mas fiz isso poucas vezes desde um trauma que tive há oito anos.

Comecei a aprender inglês com 6 anos. Parei com 14. Aos 18, comecei a trabalhar como telefonista bilíngue. Aos 21, fui morar numa pensão com outras dez meninas, quatro das quais inglesas. Tudo isso contribuiu para que eu tivesse uma boa base da língua.

Minha terceira língua é o japonês, claro. Ainda preciso melhorar muito, no entanto. Meu primeiro professor era o patriarca de uma grande família barretense e faleceu há um mês. :(

Outras línguas que eu comecei a aprender mas ainda não tive como continuar foram o norueguês e o islandês. Também quero aprender italiano (porque é uma vergonha eu não saber) e alemão.

Herdei o vício da família pelas cartas. Adoro pôquer. Também jogo buraco e caixeta. Outro vício, em se tratando de jogos, é a sinuca. Mas eu sou ruim de doer.

Estudei canto lírico e sonhava em tentar o vestibular para Música. Não levei adiante porque a família era contra.

Sou nojentíssima com comida. Não tenho coragem de experimentar nada. Razão pela qual, apesar do background japonês, eu só fui comer sushi aos 20 anos. Mas já comia sashimi. A única coisa que eu tinha coragem de encarar na mesa japonesa.

Um dia ainda quero ser falcoeira.