Dia 96: Takarazuka e mais Brasil na guerra

A lista torturante de atrizes fodas que deixam o Takarazuka aumentou: ontem foi a vez da Ayabuki Mao anunciar que vai sair.

Muita gente diz que ela seria a próxima top do Yukigumi, mas eu sinceramente duvido. Pelo andar da carruagem, a Mizu Natsuki não vai sair de lá tão cedo. Aparentemente, ela tem uma legião gigante de fãs (juro que não entendo). Há muito, muito tempo, eu achava que ela substituiria a Haruno Sumire no Hanagumi, mas passaram a Matobu Sei na frente. Isso, pra mim, foi o sinal definitivo de que ela seria um eterno segundo lugar. Por essas e outras, entendo a saída dela, embora ela seja das minhas favoritas.

[Na foto, à direita.]

A última performance vai acontecer no dia 25 de abril de 2010, em Tóquio, com Daybreak at Solferino/Carnavale, a Sleeping Dream.

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Terminei de ler Da Itália à Coréia: Decisões sobre Ir ou Não à Guerra, do Vágner Camilo Alves. Pra quem interesse pela FEB e quais foram os motivos que levaram à sua criação, é fantástico. Obviamente, como o título já anuncia, o livro não trata só disso. Na verdade, a proposta do autor é discutir os motivos que levaram o Brasil à Segunda Guerra e o que o impediu de ir, mais tarde, lutar na Coreia – e outros conflitos seguintes -, limitando-se às ações de paz.

Há uma entrevista com o autor aqui.

Totalmente recomendado pra quem tem interesse pelo assunto.

O livro:

ALVES, Vágner Camilo. Da Itália à Coréia: decisões sobre o ir ou não à guerra. Belo Horizonte, MG; Rio de Janeiro, RJ: Editora UFMG; IUPERJ, 2007. 268 p.

Dia 89: In Memoriam

Então hoje, finalmente!, terminei meu trabalho sobre a FEB. É uma quase coincidência, porque ontem (8) faleceu, no Rio de Janeiro, a Major Elza Cansanção, que foi enfermeira da força expedicionária.

A major sonhava em lutar nas linhas de combate, mas teve que se contentar em cuidar dos soldados feridos. Foi a mulher mais condecorada da história militar brasileira, com destaque para a Medalha da Ordem do Mérito Militar e da Medalha Ancien Combatant du Tatre du Operacion du L’Orope, da França, a qual foi a única mulher a receber.

O site da ANVFEB informa que ela recebeu a Ordem do Mérito no grau de cavaleiro e depois foi promovida a oficial em 89. Pode ser só impressão minha, mas a medalha que ela parece usar nessa foto (no pescoço – para comparação) é a de comendador.

Não sei se a informação do site está desatualizada; não consegui descobrir.

Embora eu não tenha utilizado o depoimento dela, por não ter tido relação direta com o meu enfoque, meu trabalho fica em memória a ela que, junto com o meu avô, foi minha inspiração.

Faltam 9 dias.