Dia 29: Múltiplos fails

Eu estou na minha Semana Murphy. É oficial. Entre resfriado 666-from-hell, trânsito maldito e porta emperrada, já tive de tudo. E ontem foi especial.

A manhã foi tranquila. Graças ao Hugo, vou me formar com a Vera. E descobri que tirei 20 numa prova do 2º período em que todo mundo tirou 11. Eu nem sabia.

Aí, legal. Vim pra cá e descobri o Twitter congelado. Foi fantástico. Tinha gente desesperada. Vi um cara dizendo que, se o Twitter não voltasse a funcionar naquele momento, ele iria desligar o computador. Também tinha gente que depois de duas horas de freeze ainda não tinha percebido o que estava acontecendo. Uma guria falava que odeia o Twitter, porque ninguém fala nada. E completou dizendo que ia continuar cantando em inglês até que alguém se pronunciasse. [Perdoem a falta de links, mais uma vez Murphy atuou e me fez apagar o rascunho com todos.]

Então a tarde passou assim, ligeiramente entediante, porque eu não tinha muito trabalho. Nem muito Twitter. Por volta das 15:30, ele começou a andar. Só que aí eu já estava de saída, com a cabeça no FIQ.

Entendam a situação a seguir: o FIQ, Festival Internacional de Quadrinhos, começou na última terça-feira, dia 6. E eu já estava tendo troços de vontade de ir. Passei o último mês contando os dias. Como alguns amigos também queriam ir mas terça e quarta eram dias impossíveis, deixei pra ir ontem. E assim ficou combinado.

Só que todo mundo sumiu, e o único que eu tinha certeza de que iria, o Hugo, resolveu marcar uma reunião no dia. Fantástico. Fiquei um pouco desanimada, mas resolvi ir mesmo assim, já que seria o único dia em que eu poderia ir, visto que vou viajar hoje e só volto na terça. Me arrependeria se não fosse.

O negócio é que o que mais me atrai nesses eventos são os stands, a possibilidade de encontrar obras que você não encontra em outros lugares, e por um preço também talvez mais acessível. Cheguei lá, os stands estavam desativados por causa da chuva. Fail. E foi isso. Eis o FIQ pra mim esse ano. Não pude ficar muito tempo. Mal aproveitei.

Brazil’s Next Top Model

Bom, chegamos àquela hora em que a estrutura do programa começa a me incomodar. Sabia que isso iria acontecer.

A Rafa foi eliminada. E achei bem injusto.

Veja bem, as provas, até agora, tinham sido bem equilibradas. Todas as participantes passavam por testes iguais. Os mesmos temas, as mesmas dificuldades. A prova de ontem introduziu temáticas diferentes, o que acabou privilegiando algumas e escurraçando outras.

A prova consistia em posar para fotos de rosto, usando maquiagem e adereço de cabeça temáticos. Cada uma recebia um tema e uma personagem, e deveria interpretá-los. Alguns temas já tinham tudo pra dar certo – embora nem todos tenham dado. A Bruna, por exemplo, ficou lindíssima na foto.

bruna_2

Já da Rafa não se pode dizer o mesmo.

rafa_x_2

Agora, veja bem. Não importa que a Fernanda Mota diga que, nossa!, como é difícil fazer uma foto com a da Bruna! Embora eu não seja modelo e não compreenda os graus de dificuldade das fotos, ela nunca vai me convencer de que a comparação é justa. Vamos concordar que um arranjo de flores na cabeça e uma maquiagem suave são bem mais gostáveis do que uma pseudo Princesa Léia prateada de sobrancelha amarela. Qual é?

Eu concordo plenamente com o talento da Bruna, embora, convenhamos, ela tenha uma beleza muito mais admirada no nosso país branco, louro e ariano. Também concordo que outras meninas tenham usado muito mal o seus temas, como a Rafaela, que tinha uma maquiagem interessantíssima e não conseguiu produzir nada de especial. Agora, dizer que temas como os da Tatiana, Fabiana e Bia são fáceis é piada. Especialmente pra Tatiana, que ainda está obviamente desconfortável com a coisa toda e recebeu a missão de interpretar um robô.

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Thumbs up da semana:

Giovahnna, claro, que se mantém profissional e tem progredido visivelmente. Fica no canto dela e come quieto. Tô começando a ficar otimista.

Mírian. Apesar de não ter sido elogiada, acho que tem se saído bem.

Thumbs down:

Bia. Só dá bola fora. É anti-profissional e só sabe fazer maquiagem de gatinho. xP

Bruna. Ganhou o concurso e estava realmente linda, mas continua não entendendo onde está e o que está fazendo ali.

Rafaela. Fala demais. Se acha muito mais que as outras. Estava confiante demais. Foi bom tomar um susto.

Tatiana. Na boa? Se toca.

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Dia 16: Remember when we all liked Lily Allen?

Tá, eu sei que, teoricamente, eu estou infringindo a regra ao postar à 00:37 da madrugada. Mas juro que ainda é o 16º dia, porque eu ainda não dormi, e se eu não dormi o dia não mudou.

Hoje eu passei o dia cantarolando a música que eu espero que vire hit: Dear Lily, do Dan Bull.

“Dear Lily, why are being this silly? Yours sincerely, Dan Bull.”

É uma carta aberta do Dan Bull para Lily Allen, que ele transformou em música. E ficou muito bom.

Eu fui fã da Allen desde o começo. Gostei do estilo dela, de ela ser de certa forma diferente das contemporâneas. Vínhamos lado a lado nas lutas. Fuck You virou hino anti-homofobia.

E aí tem a coisa de que eu sempre liguei arte à vanguarda. Sei lá, pra mim é intrínseco. Até existe aquela coisa de conservar, mas o artista é o primeiro a dar o ‘acorda’ social.

E foi por isso que eu fui sinceramente pega de surpresa quando ela agarrou a causa antidownload com unhas e dentes. Fiquei decepcionada. Ainda gosto muito da música dela, mas já não consigo mais encarar do mesmo jeito. Parece que, de repente, ela declarou guerra ao público.

Eu sinto uma enorme vontade de comprar os discos de quem colabora com os fãs, e da mesma forma boicotar os artistas que mostram as garrinhas de forma tão explícita. Acho que agir desse jeito é burrice até mesmo de marketing, porque um artista poderia se beneficiar muito mais de uma atitude mais aberta.

Lily pra mim, agora, só no download. Meu dinheiro vai pro Dan Bull.

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Estou planejando acampar na porta do FiQ desse ano. Hugo vai, Paulo provavelmente, Victor talvez. Se alguém quiser se juntar a nós, comente, tweete me, e-mail me, MSN me ou me grite na rua.