Dia 194: Links

Durante esses dias eu não tive muita vontade de escrever. Assuntos não faltaram. Nem tempo. Apesar de as aulas já terem começado, tudo ainda está relativamente calmo. Mas tem dias que, realmente, não me inspiram.

Nesse tempo, acabei acumulando links para notícias ou artigos interessantes que me mandaram ou estiveram circulando pelo Twitter. Os primeiros são sobre assuntos militares envolvendo mulheres e/ou LGBTs. Muita coisa acontecendo nesses dias. Mas mais pra baixo existem dois três links aleatórios. Aí vão:

Artigo com fotos da WASP na Segunda Guerra – o grupo de aviadoras, não os cretinos, gente. As fotos e as mulheres são lindas. É uma preciosidade.

Fotos de membros LGBT das Forças Armadas norte-americanas que serviram em silêncio ou foram dispensados pela política do DADT.

Mais uma sargenta dispensada pelo DADT. Nada de novo.

Artigo pedindo pra que as mulheres sejam efetivamente permitidas em unidades de combate. As militares americanas já assumem, na prática, posições que teoricamente estão proibidas de exercer, mas não são reconhecidas. Ou seja, elas executam, mas não têm o mérito nem a devida atenção. É muito bom ver artigos assim surgindo com mais frequência.

Congresso americano concede medalhas às veteranas da WASP. Notícia do ano. E a notícia oficial da Defesa.

John Sheehan, ex-general americano, culpa soldados gays holandeses pelo massacre de Srebrenica. Isso é quase um déjà vu. E é bom pra lembrar que não são só os militares brasileiros que falam merda.

Fugindo um pouco do militar:

A garota que beijou a GaGa no clipe de Telephone? É, tá todo mundo falando dela. A Adrina perguntou, eu mandei o link no Twitter, e agora coloco aqui o artigo do AfterEllen sobre Heather Cassils.

Um artigo da Mary Del Priore muito interessante a respeito da relação da Chanel com os nazistas. Embora eu ainda não tenha lido nada sobre a relação dos intelectuais franceses com o regime, uma discussão recente com a Astrocat, a Srta. Bia, a Cynthia, a Juliana e outras meninas acabou despertando o interesse. Eu só li esse e um outro artigo sobre, mas a impressão de que, mais do que antissemita, ela foi oportunista prevalece. Link via Gogu.

Dia 182: O post que era pra ser a parte II do dia 178 e um pouco mais

Aí eu abandono o blog como se não tivesse prometido que escreveria todo dia, né? É. Mea culpa.

Melhor ainda é que eu vou tocar no assunto mais ‘last week’ possível: Oscar. Não, gente. Não é o de 2011. Eu ainda tô no de 2010, calma.

Primeiro, obviamente: Bigelow! Tá, um monte de gente já jogou areia na minha comemoração. Disseram coisas pertinentes, como o fato de a academia ter dado preferência a um filme de guerra porque corresponde à política americana e à visão conservadora da Academia. Não vou opinar. Acredito em todo mundo dizendo que é um filme que favorece os EUA, mas simplesmente não vou dar pitaco porque, bem, ainda não assisti.

Também disseram que é bobagem comemorar a vitória de um filme simplesmente porque a diretora é mulher, sendo que o próprio filme não tem personagens femininas; a única seria a esposa que fica em casa sofrendo. Sobre isso, acho que a Mary W. já falou bem: “Não é uma luta pra premiar filme feminista. É apenas para que homens e mulheres tenham condições de igualdade na carreira.

Foi isso que a gente comemorou. Não foi o fato de terem esquecido que mulheres também vão e morrem no Iraque, nem o fato de que a gente gosta de ver os EUA brincando de explodir o Oriente Médio.

Mas falemos sobre coisas mais alegres. A cerimônia, por exemplo. NOT! Vi um monte de gente reclamando que estava chato pra caramba. Gente, é Oscar! É CHATO PRA CARAMBA! Bom, pelo menos pra mim. Formalidade é formalidade. Vai ter sempre aquele mimimi. Eu só ignoro e fico olhando pras caras, roupas e cabelos e xingando os malditos prêmios que nunca saem pra quem eu torço.

Mentira, esse ano eu acertei um número até bom. À exceção da marmelada-mor: Sandra Bullock. Gente, não. Ela é Miss Simpatia pra sempre. Não é Oscar. Oscar é Meryl Streep levando um chá de cadeira de 16 anos. Façam-me o favor.

O que me deixou sorrindo de orelha a orelha foi o Christoph Waltz ter ganhado como ator coadjuvante. Já era óbvio, mas eu comemorei e acordei todos os vizinhos. Foi o primeiro prêmio da noite e pronto. Acabou. Bastardos não levou NADA. Puta desaforo. Paguei a minha reza contra o Avatar com a derrota do Tarantino. Foi caro, hein? E eu, que era Team Basterds, fiquei quietinha pelo resto da noite. Bem, até a Bigelow.

As musas da noite: Mo’Nique (que fez um bando de marmanjos inundar minha timeline com choro), Kate Winslet e Queen Latifah. E a Maggie Gyllenhaal, que tava com cara de quem não dormiu, mas eu simpatizo com ela.

Bode da noite: George Clooney.

A noite inteira com essa cara. Depois vieram ‘explicar’. Dizem que era uma piada com não sei quem. Senta lá, vai Clooney. Que a Rozzana me desculpe, mas ainda bem que não levou nada. Menino malcriado!

Aí, mudando de pato pra ganso, vamos falar de outro dourado. [Trocadalhos do carilho!]

Eu já nem estou levando os comentários do Twitter a sério, porque, se depois das tentativas da Susan e do AmbulatórioTV de mostrar as incoerências do sujeito em vídeos bem for dummies, ainda existe essa torcida animalesca, quem sou eu pra tentar dissuadir alguém?

Mas vou já dizer umas coisas porque andaram me xingando de ‘preconceituosa’ e ‘hipócrita’. Sim, eu tenho preconceitos, como qualquer ser criado nessa sociedadezinha cretina. O que obviamente não quer dizer que eu vá me desculpar retuitando qualquer frasezinha de efeito que jogarem na minha timeline. Meus preconceitos eu tento combater.

Não desculpo o Dourado de maneira alguma com essa alegaçãozinha chinfrim de ignorância. Ele é um homem de 37 anos, com formação superior, que, segundo os próprios pais, conviveu a vida inteira com homossexuais. Aliás, esse último ‘fato’ vem sendo usado largamente pela família pra dizer que ele não é homofóbico. Não façam isso, vá. Tá só piorando. Argumento do tipo ‘eu até tenho um amigo gay!’ é a coisa mais queima-filme no mundo LGBT. E nem vou lembrar o episódio ‘viado’. Fala por si.

E dizer que Michel e Serginho também já fizeram menção a violência contra mulher não livra a cara do bonito. Só bota os outros dois na lama junto.

E pronto. Chega. Não vou mais falar disso. Já deu.

Pra melhorar o humor do post, vou encerrar com GaGa! Porque ontem o novo clipe dela se espalhou como vírus! E, olha, ela é genial! Clipe cheio de referências. Warhol, Tarantino, Thelma e Louise, até um look meio Madonna. Conseguiu deixar até a Beyoncé interessante.

Dia 174: Ra-ra-ah-ah-ah rama-ramama ga-ga-oh-la-lah

Daí que eu não presto pra informar quais são as últimas tendências pop musicais. Não ouço rádio e só há pouco tempo readquiri o hábito de assistir TV. Não gosto da maior parte do que ouço por aí e, quando gosto de alguma música, demoro meses até descobrir, por acidente, quem canta. Tempo suficiente pra todo mundo já estar saturado e me olhar com cara de ‘this is so last week!’.

Foi assim com a Lady GaGa. Eu simpatizei com ela de início, mas pelo visual louco e pelo modo como as pessoas torciam os lábios à menção dela. Achava engraçado e comecei a ver como um tendência Madonna. Né, as duas são ousadas, dançam bem (coisa que eu descobri só agora) e têm, caham!, sangue italiano – desculpa, eu tinha que gabar.

Mas nunca tinha tido curiosidade de saber o que ela cantava. Tá, eu sabia que ela cantava uma tal de ‘Poker Face’, que eu até sabia um verso, e a tal da ‘Bad Romance’ que todo mundo falava. Mas daí a procurar, pô, vocês pedem muito.

Nessa semana à toa em BH, com o tempo sobrando, fiquei baixando músicas e resolvi finalmente baixar esses raios de álbuns que eu via em todo lugar. E acabei descobrindo, pra variar, que eu gostava já das músicas dela, de ouvir por aí, e nem imaginava.

Gosto do tipo de música dela. Alegre, que dá vontade de dançar. Não que eu dance, mas gosto que dê vontade. Enfim.

Então, se você é um Hugo da vida que só quer saber de ouvir Nelson Gonçalves, aconselho fortemente a dar uma chance.

Obs.: Prepare-se pra cantar isso durante o fim de semana inteiro.

Dia 4: VMA

Parece que o assunto do dia foi o VMA, que aconteceu ontem. Eu geralmente não presto muita atenção a essas coisas – a única premiação a que me dou o trabalho de assistir é o Oscar -, mas ontem não tive como ignorar, visto que meu Twitter estava sendo bombardeado por comentários em tempo real. Chegou a ponto de todas as pessoas postantes no momento falarem disso. Todas. Eu não dei print screen, mas deveria: quando a Beyonce subiu ao palco, não havia um post sequer na minha página inicial que não estivesse comentando sobre ela.

Como eu não tenho MTV aqui – big, big fail, Oi TV -, fiquei sem assistir, e só hoje fui saber e ver sobre o que estavam falando. O momento número 1 do evento foi o barraco do Kanye West interrompendo os agradecimentos da cantora Taylor Swift – que a bem da verdade eu só fiquei conhecendo hoje – para dizer que a Beyonce deveria ter ganhado. Beyonce ficou obviamente constrangida e consertou o malfeito mais tarde, ao receber o prêmio de ‘Vídeo do Ano’, quando chamou Swift de volta ao palco para ter o ‘momento’ dela. O site ‘The Celebrity Cafe’ chamou a atitude da cantora de classy, e eu tenho que concordar.

O outro vídeo que bombou o dia todo foi a apresentação da Lady Gaga. Devo dizer que por muito tempo achei que ela fosse mais uma dessas cantoras iguais, mas agora acredito que a guria tenha futuro. Nova Madonna? Bom, elas têm algumas coisas em comum além da ascendência italiana: ousadia e polêmica. Simpatizei com a moça.

Fugindo um pouco do VMA pra cair em outra vergonha alheia, tive o desprazer de assistir um vídeo que a @lillyf_ circulou hoje no Twitter com pessoas respondendo a perguntas básicas de geografia. Quando digo básicas, quero dizer básicas mesmo. Tipo apontar o Brasil no mapa. É altamente ridículo.