Dia 133: Comentando de leve a SPFW

Muita gente pode não acreditar, porque eu me visto como se tivesse só 5 peças no guarda-roupa – de quando eu tinha 20 quilos a menos -, mas eu já quis muito ser estilista quando mais nova. Era fanática por moda. Minha avó materna sempre foi do ramo e me incentivava.

Um belo dia, por alguma ou por diversas razões, isso ficou pra trás. Mas eu ainda gosto muito de ver e acompanhar os eventos quando dá.

Hoje se encerrou a temporada outono/inverno do evento mais agitado do Brasil. Veja bem, eu sou da época em que a São Paulo Fashion Week ainda se chamava Morumbi Fashion (coisa que eu nem lembrava mais!).

Desde aquela época eu tenho um estilista queridinho que não troco: o Lino Villaventura. Ele sempre faz coisas dramáticas, bonitas de se ver num desfile. Porque nessas horas eu sou meio perua; gosto de desfile chamativo. Dessa vez não foi diferente. Adorei.

[Mais fotos aqui.]

Outro que vem me conquistando cada vez mais é o Samuel Cirnansck. O desfile de outono/inverno de 2009 foi o meu favorito. Também gostei bastante dessa temporada. Só tem uma coisinha… Rapaz, tinha que ter até abajur e mesa?

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Claro que, além das roupas, também tem a babação pelos modelos. Nisso eu estou totalmente por fora. Não sei qual é o nome da hora. Mas o Terra publicou algumas fotos de meninos que desfilaram por lá. Tô postando o link aqui porque a Adrina reclama que eu só posto foto de mulher. Mas só gostei de um ou outro, e imagino que não vão atender aos gostos rústicos dela e da @losille. Se elas quiserem, podem levar. Eu fico com o Dudu.

Haha!

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Dia 121: Paradise Kiss

Isso aqui já tá virando um blog de reviews, mas o caso é que eu estou aproveitando as férias pra tirar todos os atrasos possíveis. Isso dito, aí vai mais uma. [Contém SPOILERS! – Se isso não foi suficientemente claro, saiba que eu vou contar o fim.]


Terminei de ler Paradise Kiss. Sim, sim, eu sei que entre publicação no Japão, scanlations e publicação no Brasil eu já tive a oportunidade de ler isso várias vezes, mas o que posso dizer? Na rotina, durante o período de aulas, é difícil manter o ritmo de leituras do jeito ideal – dou prioridade aos livros (de estudo, especialmente). Assim, só podia comprar e guardar, e dessa forma fui acumulando mangás durante esses dois anos – que só estou lendo agora. Então, hoje cheguei ao fim.

Yazawa e eu temos uma relação de amor e ódio. Primeiro, porque a estética é uma das coisas mais importantes pra mim num quadrinho. É o que dá a graça; ver algo atraente acompanhando a história. E a Yazawa é das boas. Tem um traço que beira o perfeito e tem criatividade estética.

Mas isso, claro, não basta. E embora ela sempre tente dar às histórias uma certa profundidade – e às vezes até extrapole os limites -, existem algumas coisas extremamente irritantes. As personagens femininas são sempre passivas demais com os caras. Podem até ser fortes em uma ou outra situação, mas as metas de vida sempre envolvem um homem.

Parakiss (japoneses adoram abreviações) conta a história de uma colegial que, às voltas com o vestibular, acaba se esbarrando com um grupo de estudantes de uma faculdade de moda que querem que ela sirva de modelo para eles em um concurso promovido pela instituição. Ela enfrenta alguns dilemas – falta de tempo, falta de compreensão da mãe – e aceita. No meio de tudo isso, claro, ela se apaixona pelo estilista responsável.

Eu realmente não gosto da interação entre os personagens principais. Acho o George um lixo – só serve para os momentos de humor – e agradeço muito por ela ter ficado com o Tokumori no final. Também não gosto do casal Miwako/Arashi. Estupro é imperdoável, por mais ‘meiguinha’ que ela seja. Aliás, não é o perdão dela que me incomoda; é a falta de qualquer punição. A personagem mais razoável – e louvável – da história é a Isabella. Louvável porque ela é transgênero, e ainda bem que alguém mostra isso, ainda que num mangá de moda. A única cena em que eu perdoo o George é no flashback em que ele aparece ajudando o amigo, ainda criança, a assumir a personalidade feminina.

Os mangás da Yazawa realmente me atraem, e eu fico procurando uma desculpa que não seja a estética pra continuar lendo. E é assim que eu espero que Nana (outro que eu só comecei) a salve.

De qualquer forma, pra quem estuda moda ou procura algum tipo de inspiração, é prato cheio. Bonito, é.